Adolfo Lutz

Adolfo Lutz foi um honorário médico e cientista da história da medicina no Brasil, pois contribuiu extraordinariamente para o desenvolvimento da medicina na área de Epidemiologia e na pesquisa de doenças infecciosas. Por isso, Adolfo Lutz é considerado pai da medicina tropical e da zoologia médica em nosso país.

Descendente de uma família suíça tradicional com médicos de grande destaque na Europa, Adolfo Lutz nasceu no Rio de Janeiro em 1855, onde viveu somente seus primeiros dois anos de vida por causa das epidemias que assolaram o Rio de Janeiro naquela época e fez seus pais retornarem para Suíça.

Em 1879, Adolfo Lutz gradua-se em Medicina na Universidade de Berna. Depois de graduado, estudou em grandes centros como Viena, Londres e Paris. Dessa forma, Adolfo Lutz teve oportunidade de estudar com Joseph Lister e Louis Pasteur.

Em 1881, Adolfo Lutz retorna ao Brasil e trabalha como clínico geral na cidade de Limeira, São Paulo, até regressar a Europa para cidade de Hamburgo, onde realizou estudos sobre a morfologia de microorganismos relacionados a doenças dermatológicas, principalmente a hanseníase.

Em 1886, retorna para São Paulo e continua seus estudos sobre a lepra. Contudo, em 1887, deixa novamente o Brasil para trabalhar no Havaí em um leprosário. Já em 1892, Adolfo Lutz volta para o Brasil e é nomeado para dirigir o Instituto de Bacteriologia, este que anos depois seria o Instituto Adolfo Lutz em sua homenagem.

No Brasil e no Instituto de Bacteriologia, Adolfo Lutz realizou diversos estudos importantes de microscopia e bacteriologia, voltados principalmente para etiologia das epidemias mais comuns naquela época. Os surtos epidêmicos constantes naquela época revelaram a importância da bacteriologia na saúde pública e, com certeza, Adolfo Lutz era o médico cientista de maior destaque nesta área com o maior conhecimento e trabalhos publicados. Sendo assim, Adolfo Lutz foi fundamental no desenvolvimento de produtos necessários para a vacinação preventiva e aplicações terapêuticas.

Em 1908, transferiu-se para o Instituto de Manguinhos, chefiado por Oswaldo Cruz, onde continuou suas pesquisas em sua área de atuação até falecer aos 94 anos em 1940.

Podemos destacar entre as principais contribuições de Adolfo Lutz, a sua participação nas pesquisas de Vital Brazil sobre antídotos de picadas de cobra que deu origem a outro Instituto de pesquisa, o Butantan, onde foi desenvolvido posteriormente vacinas e soros. Além disso, Adolfo Lutz foi pioneiro na entomologia (ciência que estuda inseto e sua relação com o homem e o meio ambiente) e, dessa forma, estudou e confirmou o mecanismo de transmissão da febre amarela pelo Aedes Aegypti, este que se tornou um conhecido vetor de importantes doenças em nosso pais. Ainda, Adolfo Lutz identificou a blastomicose sul-americana, descobriu propriedades terapêuticas das plantas brasileiras,

Por tudo isso e pela sua dedicação a saúde pública com sua luta contra epidemias em diversas regiões do Brasil como a cólera, peste bubônica, febre tifóide, malária, ancilostomíase, esquistossomose, hanseníase e leishmaniose, Adolfo Lutz consagrou-se na história da medicina brasileira.

Em 1893, Adolfo Lutz foi convidado pelo governador para ocupar o cargo de diretor do Instituto Bacteriológico de São Paulo, que posteriormente, em sua homenagem, viria a ser chamado Instituto Adolfo Lutz. Como diretor do instituto, Adolfo marcou a história da microbiologia no Brasil e deu grandes prestígios ao Instituto a partir de suas obras, assim como também contribuiu bastante para a formação de outros médicos e pesquisadores.

Desde o início, o Instituto interferiu de forma efetiva na saúde da população de São Paulo, demonstrando logo nos primeiros anos competência no combate a cólera e a febre tifoide na Capital, na eliminação de uma severa epidemia de febre bubônica em Santos e no controle da febre amarela, epidemia que assolava quase todo o território do Estado. Epidemias tão graves que os governos europeus chegaram ao ponto de ameaçar proibir a migração para São Paulo.

E então, o instituto realizou uma pesquisa e revelou que a febre amarela não era contagiosa e que o mosquito era o vetor da doença. A chegada da cólera em São Paulo através dos navios também foi detectada por Adolfo Lutz na hospedaria dos imigrantes e imediatamente o Instituto providenciou as medidas preventivas para evitar que a doença se espalhasse e em dois anos o Estado de São Paulo já estava livre do bacilo.

 Em 1940, o Laboratório de análises que atuava no controle às fraudes e às contaminações de alimentos, se uniu ao Instituto bacteriológico, dando origem ao atual Instituto Adolfo Lutz.

O Instituto Adolfo Lutz é reconhecido por sua capacidade em responder aos incidentes em sua área de atuação. Atua de forma bastante efetiva na promoção da saúde, nas ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, além de desenvolver projetos científicos multidisciplinares.

REFERÊNCIAS:

BEGLIOMIN, H. Disponível em: http://academiamedicinasaopaulo.org.br/biografias/5/BIOGRAFIA-ADOLPHO-LUTZ.pdf. Acesso em: 25 de outubro de 2013.

TUOTO, E. A. Médicos Brasileiros Celebres do Século XIX. Em: Biografias Médicas por Dr. Élvio A. Tuoto (Internet). Brasil, 2006. Disponível em: http://medbiography.blogspot.com.br/2006/05/mdicos-brasileiros-clebres-do-sculo.html. Acesso em: 25 de outubro de 2013.

Adolfo Lutz. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolfo_Lutz. Acesso em: 25 de outubro de 2013.

http://www.ial.sp.gov.br/index.php

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